O ministro André Mendonça, do STF, autorizou em 30 de julho de 2026 a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, segundo a Band, com Deutsche Welle.

O que a PF apura

Segundo a PF, a investigação trata de suspeita de tráfico de influência em favor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, com possível recebimento de recursos, incluindo ao menos um repasse de R$ 300 mil, e indícios de ocultação patrimonial.

O que diz a defesa

A defesa afirma que Lulinha foi convidado apenas para conhecer a produção de canabidiol, sem negociações nem sociedade. Reconhece que o lobista custeou uma viagem a Portugal e diz que a investigação tem motivação política.

Investigação não é acusação

Quem é o “Careca do INSS”

Antônio Carlos Camilo Antunes foi apontado pela Polícia Federal como peça central do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, revelado em 2025, segundo O Povo. Em setembro de 2025, ele foi preso em operação da PF, informou a Band. O esquema envolvia descontos de mensalidades associativas que os aposentados não haviam autorizado.

Entenda: investigação, denúncia e réu

No processo penal brasileiro há etapas bem diferentes. A investigação, conduzida pela polícia ou pelo Ministério Público, apura se há indícios de crime. Se houver, o Ministério Público pode apresentar denúncia, que é a acusação formal. Se a Justiça aceitar a denúncia, a pessoa vira ré. Só ao fim do processo, com direito de defesa, pode haver condenação. Lulinha está na primeira etapa.

A autorização para investigar partiu de um ministro do STF, André Mendonça. Isso não significa que Lulinha tenha foro especial: ele não exerce cargo público.

O que acontece agora

A PF reúne provas e, ao final, pode pedir o indiciamento ou o arquivamento. A decisão sobre denúncia cabe à Procuradoria-Geral da República. Se houver denúncia aceita, o caso passa a constar da ficha judicial do perfil.

Até a publicação desta reportagem, não havia denúncia nem indiciamento. É uma investigação autorizada pelo STF, não uma acusação formal. Por isso, o caso não aparece na ficha judicial do site, que lista apenas denúncias aceitas e condenações. O registro está no perfil de Fábio Luís Lula da Silva.